F.U.D.
… ou, como “Duda” Teixeira pecou em seu artigo sobre Software Livre.
Neste último dia 17 de maio foi publicado pela revista Veja (http://vejaonline.abril.com.br) um artigo que gerou bastante controvérsia, sobre como a adoção de alternativas de Software Livre pelo governo brasileiro levou o paÃÂs àum declÃÂnio em seus avanços tecnológicos, como também ao gasto desnecessário com suporte. Apesar de pequeno, a mensagem enviada pelo artigo do Sr. “Duda” Teixeira foi super clara para o leitor brasileiro: Software Livre é um grande engano! Citando múltiplos estudos (fonte não publicada) para suportar suas declarações, ele continua sua saga em mostrar os “erros” da administração do paÃÂs ao adotar esta polÃÂtica, proclamando-a como “anti-Microsoft” e completamente privada de lógica!
Baseado em suas fontes estatÃÂsticas, várias companhias que trabalhan na área de suporte tecnológico foram extremamente afetas, já que seus clientes, agora usando software não proprietário, não precisavam do mesmo nÃÂvel (ou frequência) de suporte. Hummm, isso não seria visto como uma vantagem para um pais onde existem uma separação gritante entre as camadas sociais e um “Zé” da vida mal pode pagar por suas necessidades diárias com um ridÃÂculo salário mÃÂnimo??? Ele também menciona que 2000 novos trabalhos foram gerados para suportar a nova “safra” de software que foram criados e implementados por todo o paÃÂs. Então… gerar novos trabalhos é uma coisa ruim??? Uma outra coisa que ele menciona foi que as novas alternativas criadas não eram tão estáveis como as “opções” proprietárias (leia pagas). Mais uma vez, nenhuma fonte especÃÂfica foi fornecida e no final o leitor é confrontado com uma visão super preconceituosa sobre o que o mundo de Software Livre tem a oferecer. Obviamente, qualquer pessoa que possa ler entre as linhas de preconceito e falta de conhecimento do assunto, poderá ver que seu objetivo final é criticar o governo e o presidente, principalmente devido ao circo polÃÂtico que o pais foi exposto depois do fiasco BolÃÂvia-Brasil de algumas semanas atrás
Mas eu sou uma pessoa bem tolerável (quem me conhece sabe disso) e vou dar ao Sr. “Duda” o benefÃÂcio da dúvida. Invés de entrar em um jogo de acusações (bem, talves só um pouquinho), eu aqui ofereço a ele uma oportunidade para defender o seu ponto de vista fornecendo um pequeno questionário, o qual poderá ser respondido com toda a paciência do mundo, da privacidade de seu lar:
- O Sr. já usou o Linux? No caso positivo, quando e qual a distribuição?
- O Sr. continua usando-o? Caso contrário, por que?
- No caso de ter respondido “Não” para a pergunta anterior, e assumindo que tenha parado de usar devido a algum problema de suporte, que medidas foram tomadas para tentar resolver o mesmo?
- Quais foram as fontes mencionadas em seu artigo?
- Quais foram os programas que não estavam estáveis (em comparação com suas “alternativas” proprietárias)? O Sr. realmente os usou ou aceitou o depoimento de alguém?
- Se eliminarmos a situação atual da polÃÂtica brasileira da equação, o Sr. acha que talvez o problema (se houver um) seria no método de implementação e não necessariamente com o Software Livre?
- Lembrando que a Veja é uma publicação conhecida por todo o paÃÂs, e considerando a influência que mÃÂdia exerce sobre as pessoas, se o Sr. fosse aconselhar o leitor de classe média/baixa que finalmente conseguiu comprar um computador, a comprar um sistema operacional… você se sente na posição de fazer uma escolha lógica e educada?
- O Sr. já ouviu do programa “US $100 Laptop por Criança”? Você pensa que todos os seus apoiadores estão destinados ao fracasso por ter escolhido Software Livre?
Tenho certeza que outras perguntas vão aparecer…
Não quero saber se a mula é manca, eu quero é Rosettar!
Foi anunciado hoje na lista de membros do Rosetta e Tradutores do Ubuntu algumas das coisas que estão acontecendo no mundo do Rosetta[0]. A coisa mais importante que eu quero deixar bem claro, é a importância de terminar com todas as sugestões, traduções, e revisões pela equipe responsável pelas traduções do Ubuntu para o português brasileiro, até o dia 29 de maio! Se você tem um interesse genuino pelo projeto de traduções e deseja fazer a sua parte pela comunidade, venha conversar comigo ou qualquer outro frequentador do canal #ubuntu-br-tradutores no servidor chat.freenode.org. Caso você não saiba usar o IRC e não entendeu patavina do que eu acabei de dizer, chequem o meu blog ou me mandem um email.
Martin Pitt[1] havia anunciado sobre a criação de um processo automático, onde um pacote contendo todas as traduções atuais para um idioma seria gerado todos os dias. Isso é muito importante para quem está involvido no processo de traduções, seja traduzindo ou seja fazendo correções nas mensagens em português, pois o pacote garante que você está usando traduções atualizadas. Após o lançamento do Dapper, este processo será agendado para acontecer mais espaçado (inicialmente de forma mensal), mas definitivamente com mais frequência para garantir que os usuários do Ubuntu da lingua portuguesa brasileira possam usufruir de um sistema completamente nativo ao nosso “tupiniquês.” Chequem o link mencionado acima (em inglês, mas chequem o post do Yves ou LedStyle para mais detalhes em português) e no caso de qualquer dúvida, é só contactar qualquer membro da equipe de tradução.
Para checar como que outras equipes de tradução estão se saindo nesta tarefa herculeana, chequem a página de status [2]. Note que a nossa equipe está entre as 5-6 equipes com mais traduções feitas!
Rosetta agora mostra a lista[3] completa de pacotes incluidos com o Ubuntu em ordem de importância para tradução e inclusão com a versão final do Dapper. Até agora, o Fábio (Ubuntuser) tem feito esta cansativo trabalho sozinho e àmão (ou seja, sem o auxÃÂlio de banco de dados ou scripts)!!! Acho que agora você pode deixar aquela página[4] da wiki descansar, amigão! ;)
Todos os pacotes do KDE já estão disponÃÂveis para tradução pelo Rosetta e podem ser traduzidos da mesma forma que os outros pacotes.
Os pacotes que nos confundiu muito durante as traduções do Breezy (aqueles que começavam com “review-” e “deprecated-”) foram removidos! W00t!!!
O que ainda está por vir:
Migração automática de sugestões feitas nos pacotes do Breezy para o Dapper (e consequentemente, para o Edgy, a próxima versão do Ubuntu) por um script, assim eliminando o tedioso trabalho de fazê-los àmão!
TODAS as traduções do Dapper serão IMEDIATAMENTE migradas para o Edgy!!! Assim, poderemos nos concentrar na próxima versão e esquecer de versões antigas. W00t!!!
Traduções do OpenOffice.org serão mantidas no mesmo formato dos outros pacotes e poderão ser acessadas (e traduzidas) pelo Rosetta.
Peço que todos os voluntários participando nas traduções enviem (por meio de comentários neste artigo) o nome e de preferência o link do pacote que precisa ser revisado. Uma vez que eu tenha um bom número destes pacotes, uma lista será criada para que todos os membros oficiais possam fazer a revisão. Eu vou, como sempre, pessoalmente acompanhar o processo por inteiro, e conto com a ajuda dos membros!
No final do processo, vou ter uma boa idéia de quem “ralou” muito e quem ficou “coçando”… A equipe de tradutores oficiais é uma equipe muito séria e com uma tarefa muito importante em suas mãos! Consequentemente, somente indivÃÂduos sérios e responsáveis terão a honra de prestar este enorme dever cÃÂvico para com a comunidade brasileira!
Abraços,
Og Maciel
[0]https://launchpad.net;rosetta [1]https://lists.ubuntu.com/archives/ubuntu-translators/2006-May/000537.html [2]https://launchpad.net/distros/ubuntu/dapper/+translations [3]https://launchpad.net/distros/ubuntu/dapper/+lang/pt_BR [4]http://wiki.ubuntubrasil.org/TraducaoDapper
Entrevista com um vampiro
Um dos comentários que recebi no meu post chamado “Antes do galo cantar 3 vezes” foi do Amauta, que gentilmente pediu para responder algumas de suas perguntas. Eis então as perguntas que ele me deixou:
AM: “Bom, toda entrevista tem algum começo, precisa ? então nos fale um pouco de voce e de sua trajetória no mundo do Software Livre.”
OM: “Meu nome é Og Benso Maciel, nascido no Amapá em 1974. Devido àproblemas uterinos e a um cromossomo teimoso, nasci com Arthogriposis Multiplex Congenita, uma doença caracterizada por múltiplas contraturas. Desde pequeno tive de enfrentar dificuldades e de uma certa forma, preconceitos. Apesar dos comentários maldosos e olhares de espanto, consegui passar por cima de tudo e levei uma vida bem normal. Isso tudo graças àminha mãe, que nunca me deixou ficar sentindo pena de mim mesmo. Foi com ela que aprendi a ver a vida com outros olhos, e a apreciar e ser grato por tudo que Deus me forneceu. Foi ela que também alimentou minha fome de conhecimento e me incentivava a aprender sobre todos e tudo. Mas a melhor coisa que ela me ensinou foi a compartilhar… Compartilhar minhas alegrias, e minhas tristezas… celebrar cada vitória, e aprender com cada derrota… ser ousado na vida, mas ser humilde e a respeitar o sentimeno alheio. Foi este sentimento que me fez optar por uma carreira no campo de ciências, e em 1997 me formei como engenheiro de genética com o sonho de poder um dia melhorar a vida de alguém… Adiantamos o “filme” alguns anos, e agora sou casado, pai de uma filha linda, trabalhando como programador para uma companhia farmaceutica… Eu me apaixonei pelo sistema Linux do primeiro dia! Toda a filosofia de free software falava diretamente comigo… não pelo custo (gratuito) ou pelo fato que o código fonte de qualquer programa podia ser obtido… mas sim porque vi no Linux a oportunidade de melhorar a vida do meu próximo… De providenciar um sistema operacional para todo e qualquer pessoa pelo mundo todo, e assim oferecer a oportunidade de melhorar o conhecimento e expandir sua mente! Nos primeiros anos eu não sabia exatamente como contribuir e passei muito tempo tentando aprender um pouco mais sobre o sistema e aprendendo como a comunidade funcionava… E a verdade é que a comunidade sempre me fazia sentir como um forasteiro… um daqueles hóspedes incômodos que você não vê a hora de ir embora da sua casa. Mas munido da persistência “teimosa” que minha mãe me ensinou, eu continuava… Até o dia que li um post escrito por Stephan Hermann me inspirou a tentar uma outra forma de aproximação! Troquei alguns emails com ele e pronto. Fiquei decidido que o Ubuntu seria a forma pela qual eu iria ajudar o meu semelhante! Comecei a participar do #ubuntu-br e a traduzir pacotes pelo Rosetta. E o resto é resto…”
AM: “O Ubuntu se transformou velozmente numas das principais distros existentes.Qual é a do Ubuntu afinal?”
OM: “Eu realmente creio que o nosso objetivo é a humanidade uns para os outros! Toda vez que me sento em frente do computador para fazer algo relacionado ao Ubuntu ou falo com pessoas nas conferências que participo, eu não me canso de explicar que queremos fornecer uma alternativa boa e gratuita para todos. Linux para mim significa liberdade de escolha… e distribuindo CDs e ensinando sobre o Ubuntu Linux, estou fazendo a minha parte em mostrar que existe uma alternativa no mundo de sistemas operacionais… mas a decisão final de mudar ou não, no final, é do usuário!”
AM: “Patentes, DRM, Copyright. Por detrás da sôpa de letras, o que que é que é importante para as pessoas no dia-a-dia e, como o movimento Software Livre encara estes assuntos?”
OM: “Eu sou da opinião que se eu gosto muito de um programa, nada melhor que mostrar o meu apreço ajudando de alguma forma, seja monetária ou não, a pessoa ou grupo por trás do mesmo. O que quero dizer é que não acredito que todo programa tem de ser gratuito! E este é o grande engano de muitos quando se fala sobre software livre. A parte que é livre é o acesso ao código fonte, e é aàque muita gente se engana. Todo programador que se preze e passa suas noites escrevendo código para distribuir pelo mundo do software livre, deveria contemplar a decisão de alguma renda. Nada mais justo! Agora, DRM por exemplo é uma forma forçada que criaram para garantir que o criador de algo receba de forma monetária alguma recompensa. Ok, tudo bem… mas a diferença é que a música que você comprar que tenha algum mecanismo DRM embutido, não pertence a você! E isso para mim é absurdo! Quando eu compro um sapato na loja, assim que eu entrego o dinheiro ao caixa, o produto é meu! E se eu quero emprestar o sapato ao meu amigo, eu posso! E se eu ficar chateado porque ele está apertando o meu calo, eu posso queimá-lo ou jogar na fiação dos postes! Agora, tenta emprestar uma música do iTunes para você ver…” AM: “Muita gente torce o nariz quando o assunto é Desktop Linux, há muitas crÃÂticas, alusões a dificuldades para o “usuário mortalâ€Â, enfim, muitas pessoas gostariam de encontrar no Linux as mesmas facilidades do Windows. Quando acharemos o Nirvana no Desktop Linux?”
OM: “Eu sinceramente acho que o Nirvana já chegou e está disponÃÂvel na forma do Ubuntu Linux. A versão Ubuntu Dapper Drake, a mais nova versão que será lançada agora em junho, vai afirmar de uma vez por todas que o Ubuntu Linux é a melhor coisa a ser inventada desde a invenção do pão esfatiado! Nada, e eu repito, nada vai poder oferecer o mesmo padrão de integração, usabilidade, e suporte total que o Ubuntu oferece! O Nirvana já existe e se chama Ubuntu Linux!” AM: “A versão 6.06 do Ubuntu (Dapper) está saindo, o que é que tá vindo de quente?”
OM: “O sistema inteiro passou por um rigoroso regime e está super veloz e leve! Novas ferramentas que usam os novos recursos fornecidos pelo novo kernel e novas tecnologias irão deixar todo mundo de boca aberta! Nunca foi tão fácil usar o Linux como agora! E é claro que também estamos distribuindo novs versões de seus programas favoritos, e atualizações de segurança e correção de erros (bugs). Sem contar que agora estaremos oferencendo um plano de suporte a longo prazo para a versão Desktop e Servidor. Este serviço não vai ser algo que o usuário doméstico vai aproveitar por ser algo pago, mas definitivamente grandes corporações procurando alternativas para seus usuários de desktop irão gostar deste plano.”
AM: “Como a comunidade Ubuntu availiou a reportagem da Veja sobre Software Livre?”
OM: “Acredito que esta pergunta vai ter de ser respondida pela comunidade… :) Eu honestamente ainda não li a matéria (como moro nos E.U.A, tenho de procurar uma loja brasileira para comprar a Veja), e prefiro então não comentar.”
AM: “Qual é a proposta do Ubuntu Brasil e como participar?”
OM: “Não me sinto na posição de responder pelo nosso grupo, mas creio que o nosso objetivo é bem simples: queremos muito que a comunidade brasileira saiba que existe uma alternativa àMicrosoft… e caso eles gostem da alternativa, junto ao fato que não há licenças ocultas ou taxas para atualizações, nós recomendamos o Ubuntu Linux. E caso eles ainda assim prefiram continuar usando o Microsoft, não tem problema… A liberdade de escolha significa isso mesmo! Agora, como participar? Existem vária formas de se participar e QUALQUER pessoa pode fazer uma diferença ainda hoje mesmo! Por ser o administrador da equipe de tradutores brasileiros, responsáveis por traduzir TODOS os programas distribuidos pelo Ubuntu Linux, é claro que vou tentar atrair mais voluntários… hehehe Mas creio que o post do Antônio LedStyle Cláudio explica de forma espetacular como qualquer pessoa pode participar da nossa comunidade… ou de qualquer comunidade para falar a verdade. Se existe um manual do contribuinte da comunidade software livre, é este post!” AM: “Se o Da Vinci fosse um desenvolvedor de softwares, em qual empresa voce acha que ele iria trabalhar?”
OM: “Hehehe… Creio que se ele fosse um desenvolvidor de software, Da Vinci teria um repositório a lá SourceForge e deixaria todo o seu arsenal de código disponÃÂvel para todo mundo usufruir de suas criações! Ele provavelmente usaria Ruby e teria Gentoo Linux instalado! Usaria Vim, escutaria música clássica no xmms, e navegaria a internet usando o Epiphany! :)”
Antes do galo cantar 3 vezes
Meu último post no Planeta Ubuntu Brasil recebeu alguns comentários e até mesmo emails, a maioria me indicando qual seriam as pessoas que seriam visitadas, na hipótese que alguém pudesse viajar de volta ao passado. O objetivo do meu post foi, como a grande maioria dos posts que escrevo, para compartilhar a minha forma de ser e pensar com os leitores. Este blog serve como uma “janela” conectando o mundo do WWW àminha vida.
Quando eu sugeri a idéia de criar um agregador de blogs (ou planeta, como é normalmente conhecido no mundo de tecnologia) há algum tempo atrás, foi sugerido a criação de uma lista de regras que deveriam ser obedecidas, para manter a qualidade do “produto” e evitar que assuntos “polêmicos” fossem divulgados e associados àorganização Ubuntu Brasil. Como eu fui parte da criação destas regras, estou super ciente das minhas obrigações como autor e mantenedor do Planeta Ubuntu Brasil. Para quem ianda não sabe do que estou falando, aqui estão as regras e no meu blog estão os dois posts que “quebram” as mesmas.
Minha idéia inicial do Planeta foi de criar uma forma de conectar os usuários brasileiros às pessoas involvidas no desenvolvimento e suporte do Ubuntu Linux. Mais precisamente, para que as pessoas que trabalham noite e dia na tradução do Ubuntu para a nossa lingua (o português brasileiro e não outra variação) pudessem ter um pouco mais de exposição e quem sabe compartilhar com os demais um pouco de seu conhecimento, gostos, e “desgostos.” Quando eu comecei a usar o sistema Linux, eu sempre lia sobre as pessoas por trás dos “bastidores” mas nunca tive a oportunidade de saber como eles realmente eram… ou pensavam… não somente sobre Linux mas outras coisas… Acredito que seja exatamente isso o que eu quero que o Planeta seja.
Como não gosto de hipocrisia, vou conversar com os mebros fundadores e discutir a situação. Espero que as pessoas que me “puxaram” a orelha agora entendam o porque dos meus posts…
Mas agora fiquei curioso… O que vocês, leitores, pensam desta situação? Devemos transformar o Planeta em somente um repositório de notÃÂcias relevantes ao Ubuntu ou modificar as regras para que possamos incluir um pouco mais de variedade? E no caso de modificar as regras, como mantemos o nÃÂvel do material publicado?
Máquina do Tempo
Se eu tivesse uma máquina do tempo e fosse dado a opção de escolher 2 épocas no passado para visitar e conhecer alguém, estas pessoas seriam, nesta ordem:
- Jesus
- Leonardo Da Vinci
E você???
A caravana passa mas os cachorros continuam a latir
Um efeito colateral de se morar fora do Brasil por tanto tempo é que, se você não for um daqueles tipos que não consegue sobreviver sem a Rede Globo ou assistir novelas toda noite, você acaba se desligando um pouco de sua terra natal. Se isso é algo bom ou ruim, fica para o leitor decidir. Mas a verdade é que a única vez que tenho notÃÂcias do Brasil é quando a seleção canarinho joga (e isso porque sempre tem alguém para me avisar que o jogo vai passar, geralmente em um horário que eu infelizmente não vou estar em casa) ou quando acontece alguma catástrofe. Fazer o que, né? A mÃÂdia americana é foda!
Não vou entrar em detalhes sobre o que aconteceu em São Paulo esta semana porque acho que seria “chover no molhado.”  Mas os últimos posts do MaurÃÂcio Takahashi e Alexandre Souza relatam muito bem alguns dos meus sentimentos. Claro que aqui na América existe corrupção e crimes hediondos… E é claro que devem existir policiais e polÃÂticos na folha de pagamento de alguma quadrilha por aqui… Mas acredito que as regras são bem claras, e todos sabem como fazer o “papel de bandido e polÃÂcia.” Já passei por muitas situações (com minha familia) difÃÂceis quando morava aÃÂ, mas eu nunca usei o fato que só tinha um sapato para ir para a escola, trabalhar, passear, ir na igreja, como desculpa para roubar algo. O crime no Brasil não é somente organizado mas não tem o menor respeito pela lei!
Quem ainda não conhece os blogs do MaurÃÂcio e Alexandre, eu recomendo dar uma olhadinha. O Alexandre tem uma forma de relatar coisas cotidianas que me lembra muito minha vidinha no interior do Espirito Santo…
Buteco do Mendeleyev
Escutado no Buteco do Mendeleyev:
- Ãtomo #1: tô meio chateado… perdi um elétron…
- Ãtomo #2: caramba! tem certeza???
- Ãtomo #1: Tô positivo!
Bombril
Dor de ouvido? Unha incravada? Sarampo? Servidor não reconhece sua nova impressora? Notebook fazendo mais barulho que batedeira elétrica? Não se desespere, pois existe uma solução:

Mário Meyer!
Sinal dos Tempos
Parece inacreditavel, mas devido a algumas modificações da forma de licenciamento da Sun com o seu produto, java, agora usuários do Dapper irão poder instalar o JDK, JRE, (insira aqui sua sigla favorita) usando sua ferramente de gerenciamento de pacotes favorita! Não vamos mais precisar de aprender novas formas ou conjurar argumentos obscuros para usufruir desta tecnologia! Assumindo que você habilitou o repositório Multiverse, procure pela palavra-chave java5 (caso usem o Synaptic, por exemplo) ou executem o seguinte comando no console:
apt-get install sun-java5-jre
ou
apt-get install sun-java5-jdk
Eu acho que finalmente alguém na Sun usou um pouco mais de seu cérebro e notou o quanto eles estavam prejudicando a comunidade Open Source! Eu espero muito um dia ver tecnologias como Ruby on Rails, PHP, e Python tomar o lugar de Java e desta forma liberar-nos de mais uma tecnologia proprietária! No dia que Flash for substituÃÂdo de vez vai ser o dia que todos vamos poder celebrar completa independência destes monopolistas!
BillReminder Update
Devido ao lançamento imediato do Dapper Drake, a mais nova versão do Ubuntu Linux, agendada para o dia primeiro de junho, eu tive de deixar o meu programa BillReminder de lado. Existem muitas coisas que requerem minha concentração e tive de optar pelo que eu considero como maior prioridade. Mas a vontade de programar ainda existe, e assim que eu puder, pretendo voltar com toda a força! Pelo que eu tenho lido ultimamente, a nova versão do Mono e Monodevelop prometem muitos novos recursos, e creio que até mesmo o Windows.Forms namespace vai estar melhor representado!
Qualquer um interessado em me ajudar com o programa, seja na programação ou desenho, podem me contactar diretamente por email. Eu já obtive algum material para modificar o site principal, e com certeza vou dar uma revisada em breve.
Hoje vou adicionar um novo fork contendo um sub-projeto especÃÂfico para uso com o Monodevelop.

